17 de outubro de 2009

Nomal.


"Normal"

Eu tenho medo de andar à rua,
Quando a gente normal,
Eu tenho medo de gente normal, na rua.
E cedo, isso é muito natural.

Gente normal olha desconfiada. amedrontada
E não diz as horas pra ninguém,
De manhã, pessoas sempre amarguradas
(eu tenho medo de encontrar alguém)

Eu tenho pânico de gente chata
Gente normal na rua, é assustador.
Pior ver gente normal à rua, gente,
Encontrar gente normal no elevador.

De perto, mundo esquisito,
De longe, tudo falso, normal,
De perto, quase ninguém,bonito,
De longe um problema social.

Será então a causa o meu cabelo?
Ou todo meu conjunto visual?
Eu penso, muitos vezes, é meu cheiro!
(malucos quase sempre cheiram mal)

Mas e se eu tivesse um perfume francês?
E se meus olhos não estivessem tão vermelhos?
Talvez passasse como um bom burguês
Talvez quebrassem todos meus espelhos

Eu tenho medo de gente normal
E gente normal tem medo de mim
São medos, entretanto, diferentes
Normal.
Se isso não fosse tão ruim...

16 de agosto de 2009

Assim sou


E sou assim
Desde que nasci,
E não é agora, que vou ter que engolir
O prazer de usar a linguagem
Quem me dera não ter medo, e assim poder contar todo meu segredo,
Sem justificar nada,
Apenas seguir sem me importar
Ai quem me dera ser poema e sentir o gosto da pequena
Ai quem me dera ser.

Silabado


Só porque hoje é sábado, não visto minha blusa branca, pois não quero paz,
Só porque hoje é sábado, transformo toda minha dor em álcool, cigarro e cocaína,
Só porque hoje é sábado, respiro melhor,
Só porque hoje é sábado, sorrio sem motivo algum,
Só porque hoje é sábado, subo meu calvário,
Só porque hoje é sábado, morro.

Intento


Rios em janeiro passam,
Rios passam em janeiro,
E o rio de janeiro para,
Para o rio, em janeiro passar.

Single


Um

Riso,
Pode,
Me
Trans
For
Mar.

Neve





Fui ao papel e pensei antes como nunca havia feito

Feito isso, repensei tudo antes do nada acontecer

Acontecer onde e quando nunca deveria ter ceifado

Ceifado o monte de argila, barro, pedra, pedaços de papel

Papel com conteúdo branco, grosso, faço carreiras dele

Dele, aspiro por completo, assim me sinto vivo e novo

Novo já sendo velho, passado por mãos e aditivos mil

Mil reais, gastos nesta noite mais uma vez

Vez essa que não me sinto feliz quando o dia amanhece

Amanhece, durmo não respiro mais.

22 de abril de 2009

Santo


O som veio distante
Movido pelo vento
De batida seca
Martelo e prego

A cruz era alta
A cruz era alta.

E os cabelos molhados,
Olhos esquecidos no tempo
Lábios trêmulos
E seu buquê de espinhos,
Na cabeça
Visão turva,

Lagrimas e sorrisos.

21 de abril de 2009

Ola.


Eu?
Sinto
Sigo, paro!
Frente, costas,
Mundo insano
Vadio, inscrito de lágrimas,
Vazio,
Escuridão
E se eu quis te conhecer, foi assim,
Palavras.

20 de abril de 2009

Abrigo


Hoje sem companhia escrevo
Não escrevo,
Repasso ao papel suplicas, repulsivas
Rastros de infrações vivas,
Rastos de infância esquecida,
Rastros,
Insetos ao redor dos escritos,
Podre odor, assola toda casa
Casa,
Onde tempos atrás, vida, feliz,
Feliz, tempos,
Após alguns anos revela-se morto.

Fumaça


É como se fosse falso e ao mesmo tempo verdadeiro
Realistico e utópico,
Abstrato e constante,
Simples e tangente,
Rustico e rico,
Acendo o meu tudo e apago o cigarro
A fumaça não mais sufoca,
E o vicio ainda é tudo que tenho
Sua fumaça é peito, e nicotina em seio
Apago agora tu,
Ingrata.

.aicitel 2

Como expressar o que ocupa o vazio da minha existencia?
E que de tempos em tempos pode ser reeditada
Como materializar sentimentos que eu nem sei se existem ou eu sonhei?
Reguas, timbres e vetores simplificam o ser
Você sabe juntar as letras,
Eu sei juntar as vidas...
Volto atrás agora,
Pois mesmo que quisesse não poderia mais seguir,
Adiante,
Ja estou sem forças, ao sustentar a falta que me faz,
Você,
Quero te amar ainda,
Não como antes, e somente amar.
Preciso do seu jeito de pensar, preciso de te ver descalço.
Eu vi nois dois,
Em cada pequeno espaço,
Que há entre uma letra e outra dessa sua suplica,
Não sei como te encontrar, nem se posso,
Mas vc sabe se e onde.

19 de abril de 2009

Adeus.







Adeus Porque?
Se ainda estou a sua frente, parado.
Adeus Porque?
Se ainda vivo ao seu lado, triste.
Adeus Porque?
Se ainda sinto o seu amor, fora daqui.
Adeus Porque?
Se tudo tenho com você, destruído.
Adeus Porque?
Se o amor... acabou
Adeus.

7 de janeiro de 2009

Tudo que quero.


Tudo que quero,
um cafezinho, amargo,
curando assim a ressaca
tudo que quero...
Estar lá!
na hora exata.
Ter uma camisinha e usar,
uma casa branca, varanda, quintal e uma janela,
muito poema, rock e certezas.
Conhecer o ser e atualizar, quando possível,
Sendo.
Surpreender, com ousadias,
decidir sem titubear,
Gudmundsdottir ! Gudmundsdottir !
banho de rio, pelado,
beber água de poço com gosto de pedra,
aprender a falar a palavra Gudmundsdottir !
encontrar alguém que curtisse John Coltrane, Marvin Gaye e que preencha o vazio,
difícil.
Pensar Menos,
Agir,
Hum.
Conseguir querer, meus quereres,
Tudo que quero...
Esquecer o quase.
Politicóide?
querer soar ingênuo,
talvez já soando,
uma humanidade humana,
Sinônimo de todo,Absurdo, não há.
Eu quero,
Um inferno mutante,
com o dom de transformar o céu,

quem verá, o que não existe ?

Quero, Tê-la de volta sem aquele chiclete...
inventar um controle de sinapses.
Saber ser safadeza,
tê-la, ao meu lado agora,
Ou nunca ter conhecido.

3 de julho de 2008

Legado


Meu pensamento expele palavras
Transgenicas, mutantes
Mutáveis
Não pensadas porem ditas

Mesmo que antes da hora as repito
Suplico
Digo sentido único
Via de mão dupla

Nunca vejo a contra mão
Somente paro ao bater
Reparo o estrago.

Sigo

Erro novamente.

17 de junho de 2008

Agora.


Agora, não escuto, o mesmo som de antes,
Agora o que fazer?
Onde estou:
Estou morto de alma.
Morta e seca, fria, porem agitada,
Angustiada.
Definho em prantos,
Maldito seja as palavras já pronunciadas,
Maldito seja tudo que não quer morrer.
E sim maldito o homem de bom grado
É, ainda estarei aqui,
Até quando decidir me usufruir,
Ate quando?
Ou quanto me quer
Se me quer, estarei aqui, como sempre,
A esperar, e quando meu peito dói,
Sei, qual é minha maior fragilidade.
Saberei onde estou e porque estou,
Vida sem vida.
Às cegas me deixastes
Sem piso, sem frestas, a olhar o lado de fora,
E ate onde vejo, não a vejo.
Mesmo que tivesse olhos de águia,
E olhasse o horizonte, não veria.
Assim, me sinto com radias, e réguas a medir minhas entranhas venosas.
Dogmas e estigmas me consomem
E eu?
Espero você?
Ficou mais claro, obvio delírio meu.
Lagrimas jamais vistas, em meus olhos.
Chega ao chão, chaga a minha boca,
Sinto o gosto real, de tal fluido,
Na verdade, sem gosto, só livra-me do mal,
E com ultimo suspiro, me devoro, vorazmente.
Fito-me da cabeça aos pés, e me esquivo do seu olhar,
Desvio-me de lembranças, das amarguras, agudas,
Desfaço-me, inteiramente, minha reconstrução será feita.
Pois mesmo o tempo desfruta de amor,
O tempo fala,
O tempo diz, e diz o simples, diz o complicado,
A quem não sabe, o contemplar.
O tempo.
De-me tempo
E faça-me sorrir novamente,
Leve-me do êxtase ao surreal utópico
Transporte-me ao lugar estremo
De paredes rústicas, da vida simples.
Leve, de corpo leve, estarei lá.
De coração e alma triste
Como vida selvagem.
E até agora, não entendo o real valor.
O valor a se dar, as coisas sem valor.
Se existe valor, me defino sem valor.
Quero, sanar meu interior insano.
E transpor meu carma distinto
Gritos, agora me atormentam me domina.
E as lagrimas, e as lagrimas, insistem em descer por meus olhos.
Agora chego a sentir o gosto, salgado na boca.
Os lábios se tocam trêmulos, a saudade fica pior.
Aperta meu peito, o sono é algo que não tenho a tempos.
Vai ser difícil, vai, encontrar um alguém como nós.
O seu jeito e bem do jeito que eu gosto,
Há tempos, me faço de forte, vejo-me sim como criança.
Que reprimida pelos pais, chora incessantemente, descontrolada.
E demasiadamente,
Minhas mãos, já não escrevem mais, já nem penso em nada.
Somente em você.
Pois como já me dissera, que não retoma uma decisão.
Sinto-me mais distante, que o normal.
Ainda tento me disfarçar de forte, pois meus olhos, esses sim não me obedecem.
E sinto que estou fraco, realmente, quero meu óbito,
Quero meu estado terminal.
Escuto musicas incomum, agora,
E fico pior...
Porem ao fechar os olhos me transporto
A um lugar maravilhoso
Que me sinto bem vivo
Transparente, inerente a tudo e a todos,
E ai seu gosto volta, e me domina.
Quisera desse jeito, quisera.
Não mais entendo o sentido de nada
Altera o volume de tudo,
E todos ficam grandes, enormes.
A única certeza que tenho,
É que um dia a reencontrarei.

Sem Ver.


Vejo, através do vidro fosco,
Que me foi imposto, desde meu nascimento,
Tento agora renascer, quebrando assim tal vidro,
Fazendo minha vida florescer, tendo razão de fato,
Estranho dia frio, passado como tempestade,
Sem tortuosidade visível, agora sem o vidro da irrealidade,
Tenho malemolencia de ver o real, tornado o irreal fato,
Contendo freqüências e traços do passado recente,
Contente, de ver em minhas crias, traços,
Raros fatos, roupas sujas e rasgadas, amarrotadas,
Trapos antigos ainda vistos em mim,
Entendo os recados, me passados sem voz,
Sem textos, risos ou sinônimos,
Ao mundo vejo de modo diferente, sem visões alei tópica,
Ver sem ver, tornando o não visto em ser,
Símbolos sem sentido, o resto de fato, sorri sem identidade,
O som que ouço vem do dia entediado, tornando singular à noite,
Tortuosa a madrugada, sinto tudo, pois vejo de olhos fechados.

13 de junho de 2008

Cara


Essa é a cara do Brasil, cara de palhaço,
Enfeitado e brincando de verdades
Irrealidade, imoralidades, supostas verdades.
O esquema é espera aguardar e não fazer nada
Exatamente nada.
Deixar o mundo cair, ser persuadido,
E ter e mãos seu atestado de óbito
Pronto e preenchido,
Causa morte?
Paralisia mental e corporal
Como foi adquirida?
É principalmente transmitida pela tv
E agora esta pronta para entrar no céu
Se lá for seu lugar, não é.
Dizem que o povo, não sabe votar.
Que o povo, não sabe ler.
Dizem que o povo, não toma banho.
E eu digo esse tal povo rebelar-se vai agora.

11 de junho de 2008

Descoberta


Será assim
Será
Por isso me sinto sem um eterno eu
E meu eu, não me vê,
Ao ver, opõe-se, não ser eu,
E vigorosa me atinge de amor
Desencontros e encontros
Mesmo sendo moça, os escritos você não mais percebe,
Sendo percebido, logo esquece,
Pirado no mundo, de estranhos vivos seres,
O que ninguém viu, eu sinto,
Hoje quero te ver, e sentir seu cheiro,
Sou fraco e privo-me de sensações eternas
Escondo-me e choro sozinho, dores,
Todo meu corpo fala
Sem termos sem papel principal
Esgoto-me no inicio
Sim, não me enxergo,
Estou sem estar a lugar algum,
Vivo em estado de espera
Continua miséria e eterna fraqueza humana
Enganos com amores perdidos, trancam-me em quartos,
Enfio-me em becos e bares
Por algumas horas me encontro de desencontros
Paro sem pensar, e penso mesmo sem entender,
Tudo que importa não consigo memorizar
Sem saber o rumo real de tudo,
Finjo ser eu.

Estranho Inicio.


O talvez não espere o tempo
Que por si, passa,
E passa como vento
Expulsa os talentos de alma
Fica o desespero, o ódio, o temor à vida,
Esculpida em vidro
Vida, vida, essa sim nunca termina,
Infinita tal,
Nunca vejo o amor,
E tantos algo mais,
Quero a noite,
Nessa sim vivo e me retiro do resto
Sinto-me estremo,

Avesso a humanidade.

Coisa Nova.


Coisa Nenhuma e coisa toda
Vida, real imagem do alem
Retoma e toma
Aqui vejo o nascido recém
Refém do medo
Refém de vida
Sendo torto quando grande
Retomo meu texto
O faço infame.