
Agora, não escuto, o mesmo som de antes,
Agora o que fazer?
Onde estou:
Estou morto de alma.
Morta e seca, fria, porem agitada,
Angustiada.
Definho em prantos,
Maldito seja as palavras já pronunciadas,
Maldito seja tudo que não quer morrer.
E sim maldito o homem de bom grado
É, ainda estarei aqui,
Até quando decidir me usufruir,
Ate quando?
Ou quanto me quer
Se me quer, estarei aqui, como sempre,
A esperar, e quando meu peito dói,
Sei, qual é minha maior fragilidade.
Saberei onde estou e porque estou,
Vida sem vida.
Às cegas me deixastes
Sem piso, sem frestas, a olhar o lado de fora,
E ate onde vejo, não a vejo.
Mesmo que tivesse olhos de águia,
E olhasse o horizonte, não veria.
Assim, me sinto com radias, e réguas a medir minhas entranhas venosas.
Dogmas e estigmas me consomem
E eu?
Espero você?
Ficou mais claro, obvio delírio meu.
Lagrimas jamais vistas, em meus olhos.
Chega ao chão, chaga a minha boca,
Sinto o gosto real, de tal fluido,
Na verdade, sem gosto, só livra-me do mal,
E com ultimo suspiro, me devoro, vorazmente.
Fito-me da cabeça aos pés, e me esquivo do seu olhar,
Desvio-me de lembranças, das amarguras, agudas,
Desfaço-me, inteiramente, minha reconstrução será feita.
Pois mesmo o tempo desfruta de amor,
O tempo fala,
O tempo diz, e diz o simples, diz o complicado,
A quem não sabe, o contemplar.
O tempo.
De-me tempo
E faça-me sorrir novamente,
Leve-me do êxtase ao surreal utópico
Transporte-me ao lugar estremo
De paredes rústicas, da vida simples.
Leve, de corpo leve, estarei lá.
De coração e alma triste
Como vida selvagem.
E até agora, não entendo o real valor.
O valor a se dar, as coisas sem valor.
Se existe valor, me defino sem valor.
Quero, sanar meu interior insano.
E transpor meu carma distinto
Gritos, agora me atormentam me domina.
E as lagrimas, e as lagrimas, insistem em descer por meus olhos.
Agora chego a sentir o gosto, salgado na boca.
Os lábios se tocam trêmulos, a saudade fica pior.
Aperta meu peito, o sono é algo que não tenho a tempos.
Vai ser difícil, vai, encontrar um alguém como nós.
O seu jeito e bem do jeito que eu gosto,
Há tempos, me faço de forte, vejo-me sim como criança.
Que reprimida pelos pais, chora incessantemente, descontrolada.
E demasiadamente,
Minhas mãos, já não escrevem mais, já nem penso em nada.
Somente em você.
Pois como já me dissera, que não retoma uma decisão.
Sinto-me mais distante, que o normal.
Ainda tento me disfarçar de forte, pois meus olhos, esses sim não me obedecem.
E sinto que estou fraco, realmente, quero meu óbito,
Quero meu estado terminal.
Escuto musicas incomum, agora,
E fico pior...
Porem ao fechar os olhos me transporto
A um lugar maravilhoso
Que me sinto bem vivo
Transparente, inerente a tudo e a todos,
E ai seu gosto volta, e me domina.
Quisera desse jeito, quisera.
Não mais entendo o sentido de nada
Altera o volume de tudo,
E todos ficam grandes, enormes.
A única certeza que tenho,
É que um dia a reencontrarei.